Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Excerto livro (cont. cap. I; Inicio cap. II)

Sentiu algo a rondar-lhe a perna. Lá estava o famoso gato da sua irmã. A sua irmã tinha perdido o juízo ao trazer um gato da rua para casa. Ao menos servia de companhia até a sua irmã chegar. Não sabia quanto tempo ainda tinha que esperar, de facto já estava ali a muito e quase que adormecera na cadeira. Tinha que ficar atento. Sorriu ao pensar em como Lucy irá ficar contente por velo ali. Detestava-se por não ter dado muita atenção a sua irmã. Mas isso estava prestes a mudar.

 

Capitulo 2

 

 

“Não. Por favor, NÃO”

Rachel acordou sobressaltada. O mesmo pesadelo 3vezes seguidas, o mesmo pesadelo ano após ano. Pensava que já não iria ter aquele pesadelo mas com o sucedido de ontem, não conseguiu evitar as lembranças do passado.

Não iria tentar dormir outra vez. Ainda estava com a roupa que vestira antes de ir a casa de Lucy. Lembrava-se de ter entrado em casa, depois daquela conversa turbulenta com o suposto, irmão de Lucy, e de se ter deitado na cama a chorar. Chorara porque teve medo. Medo que acontecesse de novo.

Levantou-se e foi a casa-de-banho. Meu Deus, exclamou. Já se tinha esquecido como era a sua aparência depois daqueles sonhos. Olhou o relógio, 6h30. Cedo para quem estava de ferias. Ouviu agúem chamar o seu nome. Estranho, quem poderia ser? Depois um leve toque na porta da entrada. Sorriu. Devia ser a sua vizinha. Sempre que entrava a mesma hora que Rachel, Lucy passava lá em casa para tomarem o pequeno-almoço juntas e contar alguma novidade.

Correu para a porta e abriu-a.

-Rach, desculpa amiga. Estas de ferias e vim eu aqui incomodar-te. – Disse Lucy, atirando-se para o abraço da vizinha.

- Não faz mal Lu, eu já estava acordada. Entras? Preparo algo num instante.

- Gostaria mas não vai dar. Tenho que ir já para o hospital. Amiga, tas com uma cara de quem não dormiu nada. Foste para a noite? – Lucy sorriu. Sabia perfeitamente que não era habito Rachel sair a noite, excepto nas vezes em que tinha que a trazer de rastos para se divertir um pouco.

escrito por ju às 16:21
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

Excerto do livro (Cont... cap. I)

Theo ainda estava atordoado com o que se tinha passado. Ainda com a comida de gato na mão, viu que a mulher que saíra do apartamento da irmã tinha entrado no apartamento da frente. Era, realmente, vizinha.

Ficou com a impressão que ela tinha ficado muito assustada, pela forma como lhe tremiam as mãos e pelo tom de palidez que adquirira a sua pele.

Não tinha intenção de lhe provocar tanto temor mas uma desconhecida em casa da sua irmã, sem esta estar presente, era estranho.

Das inúmeras vezes que falava com a irmã ao telefone, esta tinha-lhe dito que tinha uma vizinha, que era muito amiga mas não sabia que tinha a chave da casa dela.

Enquanto despejava a lata de comida no prato do gato, Theo não conseguia deixar de pensar que fizera mal em proceder de modo autoritário e arrogante. Sim, admitia que tinha sido isso mas não conseguiu evitar. Ia pedir desculpa a aquela desconhecida de cabelos castanhos-claros presos e de olhos brilhantes. Estava a desviar o seu pensamento para um terreno perigoso. Queria afastar-se das mulheres, pelo menos um pouco. Estava farto de ser atraiçoado e humilhado; esse foi um dos motivos porque deixou a Grécia e veio ter com a sua irmã que já não via a muito tempo. Tempo demais aliás.

 Era melhor esperar por amanha para pedir desculpa a mulher mistério. Ainda estava muito quente e de certo nem lhe abriria a porta, por isso, será melhor ideia ir amanha lá.

 

sinto-me: Contente
escrito por ju às 16:11
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

Excerto do livro (Cont... cap. I)

Ia começar a andar para trás quando reparou que tinha tirado a carteira. Ate parecia que tinham tirado um peso enorme do peito, tal era o medo que tinha sentido.
-Agora pode-me provar que é vizinha da minha irmã? – Disse Theo depois de mostrar fotos com Lucy. 
Rachel ficou sem palavras. Realmente, na fotografia aparecia Lucy e o estranho homem ao lado. As parecenças eram visivelmente claras. Aquele homem dissera a verdade. Então porque é que continuava com medo dele?
Theo reparou que a mulher que tinha a sua frente estava assustada. O modo como tremiam as suas mãos, a expressão de medo da sua cara, que estava ligeiramente pálida, até parecia que ia desmaiar a qualquer momento.
- Vai ou não explicar-me o que está a fazer no apartamento da minha irmã? Realmente não acredito que seja uma ladra, a não ser que a comida de gato lhe tenha faltado. – Gracejou ele.
Por seu lado, Rachel não achou piada nenhuma e decidiu por fim aquela conversa.
- Eu não sou obrigada a ouvir os seus comentários ridículos. – Não tendo mais paciência para tal, atirou a comida para ele. – Dê você a comida ao gato da sua irmã. – Virou costas e saiu o mais apressado que pôde.
Mal conseguiu abrir a porta da sua casa, de tanto lhe tremer as mãos mas quando finalmente abriu, encostou-se a porta. Não aguentava mais a pressão, o medo que sentiu, as imagens do passado que agora lhe assombravam o pensamento. Começou a chorar e pensou quando é que se veria livre daquelas imagens do seu passado sombrio.
sinto-me: Contente
escrito por ju às 14:44
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Excerto do livro (Cont... cap. I)

- Este é o apartamento da minha irmã. Eu tenho o direito de estar aqui. Quem é você? E o que faz aqui? – Theo reparou que a mulher que tinha a sua frente não parecia uma ladra. Não podia ser. A lata de comida para gato que tinha na mão denunciava-a. Não iria assaltar uma casa para roubar comida de gato. Estava vestida com umas calças de fato treino. Mas mesmo assim tinha um aspecto que chamava a atenção. Os cabelos presos, alguns fios secretamente a escapar do elástico, os olhos castanhos brilhavam do medo.

“Espera”, pensou Theo. Medo? Tinha medo dele?

- Eu sou amiga e vizinha da dona desta casa. Não o conheço, como posso ter a certeza que esta a dizer a verdade? – Rachel sentia cada vez mais as pernas a tremer. Estaria este homem a dizer a verdade? Seria ele irmão de Lucy? Era verdade que ela tinha um irmão mas em 3 anos que morava ali só ouvira falar dele, nunca o vira.

O homem pousou o ramo e meteu a mão no bolso das calças. Rachel entrou em pânico. Arma. Ele tinha uma arma. Ia mata-la. Tinha que fugir.

sinto-me: Alegre
escrito por ju às 15:39
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